Você está há 12 horas em um plantão, seu cérebro está exausto e você tem sete pacientes para passar o plantão nos próximos 20 minutos. Soa familiar? Todo enfermeiro já passou por isso. E todo enfermeiro sabe que uma passagem de plantão de enfermagem malfeita não apenas estraga o próximo plantão, mas coloca os pacientes em risco.
Seja você um recém-formado tentando entender como organizar seu primeiro relatório SBAR ou um enfermeiro experiente em busca de um sistema melhor, este guia detalha os modelos de passagem de plantão mais utilizados — SBAR, I-PASS, ISBAR e passagem de plantão à beira do leito — para que você possa encontrar o que realmente funciona na prática.
Também abordaremos modelos de folhas de plantão de enfermagem, erros comuns de passagem de plantão e dicas práticas para realizar uma passagem de plantão de enfermeiro para enfermeiro clara e confiante todas as vezes.
O que é uma Passagem de Plantão de Enfermagem?
A passagem de plantão de enfermagem é a transferência de informações do paciente e da responsabilidade clínica de um enfermeiro para outro. Ela ocorre na mudança de turno, durante transferências entre unidades e quando os pacientes vão para procedimentos. O objetivo é simples: garantir que o enfermeiro que está assumindo o plantão tenha tudo o que precisa para manter o paciente seguro.
Mas há um detalhe — "tudo o que ele precisa" não significa "tudo o que você sabe". Uma boa passagem de plantão é focada. Ela aborda o que está ativo, o que está pendente e o que pode dar errado. Ela ignora o que já foi resolvido e é irrelevante.
A comunicação de passagem de plantão tem muitos nomes: relatório de turno, relatório de mudança de turno, passagem de plantão de enfermeiro para enfermeiro, relatório à beira do leito ou apenas "passar o plantão". Independentemente de como a sua unidade o chame, o conceito é o mesmo. Você está entregando a história de um paciente — e a segurança dele — para outra pessoa.
Por que uma Boa Passagem de Plantão Importa
Isso não é apenas uma questão de organização. A Joint Commission identificou as falhas de comunicação como a principal causa raiz de eventos sentinela por mais de uma década. Uma pesquisa publicada no New England Journal of Medicine revelou que a implementação de um programa estruturado de passagem de plantão reduziu os eventos adversos evitáveis em 30%. Estima-se que os erros médicos relacionados a falhas de comunicação durante as passagens de plantão representem 80% dos erros médicos graves.
Em nível prático, passagens de plantão ruins desperdiçam tempo. Se o enfermeiro que está assumindo precisar vasculhar o prontuário por 15 minutos porque você esqueceu de mencionar a nova infusão de heparina, são 15 minutos a menos que ele passará à beira do leito.
SBAR: O Modelo de Passagem de Plantão Mais Popular
Se você passou pela faculdade de enfermagem nas últimas duas décadas, já ouviu falar do SBAR. A sigla significa Situação, Histórico, Avaliação e Recomendação (Situation, Background, Assessment, Recommendation) — originalmente desenvolvido pela Marinha dos EUA para comunicação em submarinos nucleares e, posteriormente, adaptado para a área da saúde pela Kaiser Permanente.
- S — Situação: O que está acontecendo agora? Queixa principal, status atual, motivo da internação.
- B — Histórico: Histórico relevante, alergias, medicamentos atuais, exames laboratoriais pertinentes.
- A — Avaliação: Sua avaliação clínica. Tendência dos sinais vitais, o que melhorou, o que é preocupante.
- R — Recomendação: O que precisa acontecer a seguir. Prescrições pendentes, pontos de atenção, alterações previstas.
Exemplo de SBAR de Enfermeiro para Enfermeiro
Veja como soa uma passagem de plantão SBAR de enfermeiro para enfermeiro em uma unidade de telemetria:
S: "Sra. Johnson, quarto 204, mulher de 67 anos internada há dois dias por exacerbação de ICC. Estável, tolerando cateter nasal de O2 a 2L/min."
B: "Histórico de ICFEr com FE de 30%, HAS e diabetes tipo 2. Medicamentos de uso contínuo: Lisinopril 20mg, Metoprolol 50mg, insulina glargina 22 unidades ao deitar. Alérgica a sulfa — causa rash cutâneo."
A: "Evoluiu bem hoje. Saturação de 95-97% com 2L/min. PA na faixa de 130/80 mmHg. Peso matinal reduziu 1,2 kg após o Lasix. BNP em queda — 1.200 na admissão, 680 hoje. Edema podálico bilateral leve, melhorando."
R: "Manter Lasix 40mg IV a cada 12h — próxima dose às 20h. Painel metabólico básico (BMP) programado para a manhã. A cardiologia quer repetir o ecocardiograma amanhã. Risco de queda, alarme do leito ativado. Retirar a sonda Foley pela manhã se o débito urinário se mantiver acima de 30 mL/h."
Temos uma análise aprofundada de modelos e exemplos de SBAR se você quiser mais detalhes. Confira também o nosso guia sobre como fazer uma passagem de plantão de enfermagem usando o SBAR para obter dicas testadas na prática.
Curiosidade: O NurseBrain Synapse chamava-se originalmente "SBAR App" porque a comunicação SBAR está na sua essência. O Patient Hub gera automaticamente resumos SBAR a partir de suas anotações, tarefas e avaliações ao longo do seu plantão — assim, na hora de passar o plantão, o trabalho pesado já está feito.
I-PASS: A Alternativa Baseada em Evidências
Embora o SBAR domine na prática, o modelo de passagem de plantão I-PASS é o que possui as evidências científicas mais robustas. Desenvolvido por uma equipe multi-institucional e estudado em nove programas de residência pediátrica, o instrumento de passagem de plantão I-PASS foi projetado especificamente para reduzir erros de comunicação.
O mnemônico I-PASS significa:
| Letra | Componente | O Que Aborda |
|---|---|---|
| I | Gravidade da Doença (Illness Severity) | O paciente está estável, em observação ("watcher") ou instável? Define o tom da conversa imediatamente. |
| P | Resumo do Paciente (Patient Summary) | Resumo de uma linha: idade, diagnóstico, histórico relevante e evolução hospitalar até o momento. |
| A | Lista de Ações (Action List) | Tarefas a realizar: exames laboratoriais pendentes, medicamentos a administrar, procedimentos agendados, pontos a serem acompanhados. |
| S | Percepção da Situação e Planejamento de Contingência | O que pode dar errado? "Se a PA sistólica dela cair abaixo de 90, acione o time de resposta rápida." |
| S | Síntese pelo Receptor (Synthesis by Receiver) | O enfermeiro que está assumindo o plantão faz um resumo de retorno. Esta etapa de confirmação ativa é o que torna o I-PASS único. |
O Que Diferencia o I-PASS do SBAR
Duas coisas diferenciam a passagem de plantão I-PASS. Primeiro, ela começa com a gravidade da doença — antes de ouvir qualquer detalhe, você já sabe se o paciente está estável ou se é alguém que você precisa monitorar de perto imediatamente. Essa priorização mental é fundamental quando você está recebendo o plantão de seis pacientes.
Segundo, o último "S" exige que o enfermeiro que está recebendo o plantão faça uma síntese e repita para confirmação as informações essenciais. O SBAR é uma via de mão única. O I-PASS força uma comunicação em alça fechada. O estudo de 2014 do NEJM mostrou uma redução de 30% nos eventos adversos evitáveis e uma redução de 23% nos erros médicos quando o modelo I-PASS foi implementado.
Exemplo de I-PASS: Paciente em Pós-Operatório Cirúrgico
I — Gravidade da Doença: "Em observação (Watcher). Ele está estável agora, mas teve algumas oscilações de pressão arterial na RPA (recuperação pós-anestésica)."
P — Resumo do Paciente: "Sr. Torres, quarto 312, homem de 54 anos, PO0 de hemicolectomia direita por câncer de cólon. Histórico de HAS e DRGE. Sem alergias conhecidas. Cirurgia sem intercorrências, perda de sangue estimada de 200 mL."
A — Lista de Ações: "Bomba de PCA ativa — morfina 1mg a cada 10 min. Curativo abdominal limpo e seco, primeira troca amanhã pela manhã. Dreno JP posicionado, débito de 30 mL serossanguinolento. Em jejum esta noite, dieta líquida de manhã se estiver eliminando flatos. Heparina 5.000 unidades SC a cada 8h — próxima dose às 22h. Controle rigoroso de entradas e saídas (balanço hídrico)."
S — Percepção da Situação: "A pressão dele caiu para 88/52 na RPA — foi feito um bólus de 500 mL de Ringer Lactato e ela subiu para 120/78. Se a sistólica cair abaixo de 95, faça um bólus de 500 mL e chame o residente da cirurgia. Monitore o débito do dreno — se for francamente hemorrágico ou maior que 100 mL/hora, notifique a equipe médica."
S — Síntese pelo Receptor: "Entendido. PO0 de hemicolectomia direita, em observação devido à hipotensão na RPA. PCA de morfina, dreno JP, em jejum esta noite. Vou monitorar a queda da PA — limite para ligar é sistólica abaixo de 95 ou dreno acima de 100 por hora."
Viu como essa última etapa fecha a alça de comunicação? O enfermeiro que está recebendo o plantão confirma que absorveu os pontos mais críticos, em vez de apenas acenar com a cabeça.
Quando Usar I-PASS vs. SBAR
O I-PASS funciona muito bem para pacientes de maior complexidade (UTI, semi-intensiva, pós-operatório) e em ambientes acadêmicos. O SBAR é melhor quando você precisa de algo rápido — ligar para um médico, dar uma atualização rápida do estado do paciente ou trabalhar em uma unidade com alta rotatividade, onde todos precisam de um modelo que possam aprender em cinco minutos.
Sendo sincero? O melhor modelo é aquele que toda a sua equipe realmente utiliza de forma consistente.
Variações ISBAR e ISBARQ
O ISBAR adiciona a letra I = Identificação (Identification) antes da Situação — você se identifica e identifica o paciente antes de começar. Em grandes hospitais com enfermeiros folguistas e temporários, pular essa etapa gera confusões.
O ISBARQ adiciona o Q = Dúvidas/Perguntas (Questions) ao final. Após sua recomendação, você pergunta explicitamente: "Você tem alguma dúvida?" Isso reflete a etapa de síntese do I-PASS e identifica lacunas antes de você ir embora. Ambas as variações são populares na Austrália, no Reino Unido e em alguns centros médicos acadêmicos dos EUA.
Passagem de Plantão à Beira do Leito: Prós e Contras
A passagem de plantão à beira do leito significa passar o plantão junto ao leito do paciente, com a presença e, frequentemente, a participação dele. Essa prática tem sido fortemente promovida pela AHRQ e pelo CMS. Você pode usar qualquer modelo — SBAR, I-PASS, etc. — durante as passagens de plantão à beira do leito de enfermagem. A parte "à beira do leito" refere-se ao local e ao envolvimento do paciente, não à estrutura da comunicação.
| Prós | Contras |
|---|---|
| O paciente e a família podem corrigir erros ("Minha alergia é ao Levaquin, não ao Cipro") | Tópicos sensíveis são difíceis de discutir na frente do paciente (saúde mental, uso de substâncias, triagem de abuso) |
| Verificação de segurança visual: conferir acessos venosos, drenos, integridade da pele e equipamentos juntos | Demora mais tempo — pacientes ou familiares podem fazer perguntas durante a passagem de plantão |
| O engajamento do paciente melhora os índices de satisfação HCAHPS | Preocupações com a privacidade em quartos semi-privativos (enfermarias compartilhadas) |
| Reduz situações do tipo "eu não sabia disso" | Pode incomodar pacientes que estão dormindo, especialmente no plantão noturno |
| O enfermeiro que assume o plantão pode fazer uma rápida varredura de segurança (alarme do leito? fluxo de O2? pulseira de risco de queda?) | Os enfermeiros podem omitir detalhes clínicos para evitar assustar o paciente |
| Fortalece a confiança entre o paciente e o novo enfermeiro | Não é prático para todas as situações (pacientes instáveis, passagens de plantão em centro cirúrgico, relatórios por telefone) |
Como Fazer a Passagem de Plantão à Beira do Leito Funcionar
A maioria das unidades que realiza bem a passagem de plantão à beira do leito utiliza uma abordagem híbrida: um rápido pré-plantão no posto de enfermagem para discutir assuntos sensíveis e, em seguida, a beira do leito para a passagem clínica e verificação de segurança. Tenha sua folha de plantão de enfermagem organizada antes de entrar no quarto, limite o tempo à beira do leito a 3-5 minutos por paciente e aproveitem o momento para conferir acessos venosos, drenos, curativos e medidas de segurança juntos.
Modelos de Folhas de Plantão de Enfermagem
Vamos falar sobre a sua folha de plantão de enfermagem — aquele pedaço de papel (ou aplicativo) no qual você faz anotações durante todo o plantão. Quer você a chame de folha de organização (brain sheet), folha de relatório ou apenas de "meu cérebro", ela é a espinha dorsal da organização do seu turno e a base para uma passagem de plantão sólida.
Folhas de Plantão Físicas (Papel) vs. Digitais
Os modelos em papel são familiares, não exigem curva de aprendizado e funcionam mesmo se a bateria do celular acabar. No entanto, você não consegue pesquisar informações em meio a garranchos às 07:00 da manhã, os modelos físicos são padronizados para todos os casos e você não pode compartilhá-los com o enfermeiro líder sem entregá-los fisicamente.
As ferramentas digitais resolvem tudo isso. Uma folha de organização de enfermagem digital permanece organizada, legível e acessível durante todo o plantão. O NurseBrain Synapse oferece modelos personalizáveis de 'brain sheets' para 16 especialidades — clínica médica e cirúrgica, UTI, pronto-socorro, obstetrícia, UTI neonatal e muito mais. Preencha as informações do paciente ao longo do plantão, e o aplicativo gerará automaticamente um resumo SBAR com base em tudo o que você registrou.
Sua folha de passagem de plantão de enfermagem torna-se um documento dinâmico. Anotações, tarefas, sinais vitais e avaliações alimentam o mesmo registro do paciente no Patient Hub. Precisa imprimi-lo para uma passagem de plantão à beira do leito? A exportação em PDF formata tudo para você. Você também pode compartilhar as folhas de organização diretamente com a sua equipe — um divisor de águas para enfermeiros líderes se manterem atualizados.
O plano gratuito do NurseBrain Synapse inclui pacientes ilimitados, passagens de plantão SBAR, tarefas e 5 usos de IA por dia. Estudantes de enfermagem ganham o plano Premium gratuitamente por um ano inteiro. Baixe no iOS ou no Android.
Se você está procurando modelos, confira a biblioteca de modelos do NurseBrain para obter modelos gratuitos de relatórios de enfermeiro para enfermeiro em todas as principais especialidades.
Como Fazer uma Passagem de Plantão (Passo a Passo)
Quer saber como fazer uma boa passagem de plantão de enfermagem? Aqui está uma abordagem passo a passo que funciona independentemente do modelo escolhido:
- Prepare-se antes de iniciar a passagem. Revise suas anotações, atualize sua folha de plantão, verifique prescrições ou resultados de última hora. Os dois minutos que você gasta se organizando economizam cinco minutos de idas e vindas.
- Comece com as informações principais. Nome do paciente, quarto, idade, motivo da internação. Em seguida, sinalize qualquer ponto urgente: "Ela está em observação — a glicemia oscilou bastante durante todo o plantão."
- Siga o seu modelo. SBAR, I-PASS ou o formato personalizado da sua unidade — siga-o à risca. Falar de forma desorganizada facilita o esquecimento de detalhes importantes.
- Seja específico sobre itens pendentes. "O painel metabólico básico (BMP) foi colhido às 14h — estou acompanhando o potássio porque ela está tomando Lasix" é muito melhor do que dizer apenas "há exames pendentes".
- Antecipe o que pode dar errado. Não relate apenas o que aconteceu — antecipe o que pode acontecer. "Ele teve dois episódios de TSV hoje. Se recorrer, o médico assistente quer adenosina 6mg em bólus rápido."
- Abra espaço para dúvidas. Pergunte: "Quais dúvidas você tem?" — em vez de "Você tem alguma dúvida?". A forma de formular a pergunta faz a diferença.
- Faça uma verificação de segurança. Verifique acessos, infusões, drenos e equipamentos de segurança — à beira do leito, se possível; caso contrário, verbalmente.
Dica de ouro: O NurseBrain Synapse realiza os passos de 1 a 4 automaticamente. Tudo o que você registrou ao longo do seu plantão é reunido em um relatório SBAR estruturado que você pode ler no seu celular ou imprimir em formato PDF.
Erros Comuns na Passagem de Plantão (e Como Evitá-los)
1. Sobrecarga de Informações
A apendicectomia realizada pelo paciente em 2003 não importa, a menos que seja relevante para a internação atual. Foque no que está ativo e pendente.
2. Omitir ou Esconder a Informação Principal
Se o paciente está piorando, fale isso primeiro: "Atenção — o paciente do quarto 208 está instabilizando." Depois, siga com o relatório estruturado.
3. Pular Itens Pendentes
Isso é o que mais gera ligações após o término do plantão. Aborde exames pendentes, medicamentos agendados, procedimentos programados, interconsultas solicitadas e conversas com médicos que ainda não resultaram em prescrições escritas.
4. Não Definir Prioridades
Não passe o plantão seguindo a ordem numérica dos quartos. Comece pelo paciente mais grave enquanto ambos os enfermeiros estão descansados. Deixe os pacientes estáveis e com previsão de alta por último.
5. Limitar-se a Ler o Prontuário
O enfermeiro que está assumindo o plantão pode ler o prontuário. O que ele precisa de você é contexto, julgamento clínico e aquilo que não está no papel — como dinâmicas familiares complexas ou preferências de comunicação do médico assistente.
6. Passar Correndo pelas Informações de Segurança
Diretrizes de reanimação (código), alergias, precauções de isolamento, risco de queda, contenções, precauções de suicídio — declare tudo isso explicitamente todas as vezes.
7. Falta de Comunicação em Alça Fechada
Peça ao enfermeiro que está assumindo para repetir os pontos críticos, especialmente em casos de alta complexidade. Esse é o princípio fundamental da etapa de síntese do I-PASS e funciona muito bem mesmo com o SBAR.
Perguntas Frequentes
Qual é a diferença entre SBAR e I-PASS?
O SBAR (Situação, Histórico, Avaliação, Recomendação) é um modelo conciso de quatro partes ideal para passagens de plantão rápidas e ligações para a equipe médica. O I-PASS (Gravidade da doença, Resumo do paciente, Lista de ações, Percepção da situação, Síntese) é mais detalhado, inicia com o nível de gravidade do paciente e inclui uma etapa de repetição por parte do receptor para confirmação. O I-PASS possui evidências científicas mais robustas na redução de erros; o SBAR é adotado de forma mais ampla e é mais rápido de aprender. Muitos enfermeiros usam o SBAR para comunicação com médicos e o I-PASS para passagens de plantão entre turnos.
Quanto tempo deve durar uma passagem de plantão de enfermagem?
O ideal é de 2 a 5 minutos por paciente. Pacientes estáveis de clínica médica e cirúrgica: 2 a 3 minutos. Pacientes complexos de UTI: até 5 minutos. Se você está constantemente ultrapassando os 5 minutos, provavelmente está incluindo muitos detalhes do histórico que já foram resolvidos.
O que sempre deve ser incluído em uma passagem de plantão de enfermeiro para enfermeiro?
No mínimo: identificação do paciente, diretriz de reanimação, alergias, diagnóstico, histórico relevante, estado atual e tendência dos sinais vitais, medicamentos ativos (especialmente infusões contínuas e medicamentos SOS), exames e resultados pendentes, procedimentos agendados, acessos venosos e hidratação/soluções, dieta, nível de mobilidade, precauções de segurança (risco de queda, isolamento, contenções) e alterações ou preocupações previstas.
A passagem de plantão à beira do leito é obrigatória?
A passagem de plantão à beira do leito não é exigida por lei federal nos EUA, mas é fortemente recomendada pela AHRQ e pelo CMS. Muitos hospitais a adotaram como política institucional para melhorar os índices de satisfação dos pacientes (HCAHPS). Mesmo que não seja obrigatória na sua instituição, vale muito a pena realizar uma verificação visual de segurança à beira do leito junto com o enfermeiro que está assumindo o plantão.
Qual é o melhor modelo de folha de plantão de enfermagem?
A melhor folha de plantão de enfermagem depende da sua especialidade. Um enfermeiro de UTI precisa de campos diferentes de um enfermeiro de centro obstétrico. Procure modelos com seções para SBAR, avaliações, medicamentos, exames laboratoriais e tarefas pendentes. Os modelos digitais — como os da biblioteca de modelos do NurseBrain Synapse — são personalizáveis, pesquisáveis e compartilháveis. Porém, mesmo uma folha de organização em papel bem estruturada é melhor do que não ter sistema nenhum.
Posso usar meu celular para a passagem de plantão de enfermagem?
Depende da política de uso de dispositivos próprios (BYOD) da sua instituição. Atualmente, muitos hospitais permitem o uso de dispositivos pessoais para comunicação clínica. Aplicativos como o NurseBrain Synapse foram desenvolvidos para enfermeiros que atuam à beira do leito — acesse uma passagem de plantão completa com apenas um toque ou imprima sua folha de plantão em formato PDF se o uso de celular for restrito no seu setor.
Conclusão
O modelo de comunicação importa menos do que a consistência. SBAR, I-PASS, ISBAR — todos funcionam quando aplicados corretamente. Os enfermeiros que realizam as melhores passagens de plantão mantêm-se organizados durante todo o turno, antecipam as necessidades de quem está assumindo e se comunicam de forma clara.
Se você ainda depende de pedaços de papel avulsos às 19h, talvez seja hora de evoluir. Uma boa folha de organização de enfermagem — física ou digital — é a base de uma boa passagem de plantão. And modelos estruturados fornecem a sustentação necessária para transmitir informações sem esquecer o que realmente importa.
Comece com o modelo que a sua unidade já utiliza. Familiarize-se com ele. Depois, concentre-se nos hábitos que tornam as passagens de plantão excelentes: preparação, priorização, especificidade e comunicação em alça fechada.
Seus pacientes — e o enfermeiro que dará continuidade ao seu trabalho — agradecerão.