Plano de Cuidados de Enfermagem para Síncope
Syncope

Plano de Cuidados de Enfermagem para Síncope

Plano de cuidados de enfermagem para síncope e pré-síncope com diagnósticos priorizados, intervenções, redução do risco de quedas e PDF para impressão.

Plano de Cuidados de Enfermagem

Diagnóstico de Enfermagem 1: Risco de Queda

Risco de Queda relacionado à Síncope: perda transitória da consciência decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, evidenciado por Episódio sincopal testemunhado com queda; Pré-síncope com tontura, diaforese e náusea; Queda ortostática de PA > 20/10 mmHg do decúbito dorsal para a postura em pé; Idade ≥ 65 anos com polifarmácia (anti-hipertensivos, diuréticos, alfabloqueadores); Histórico de síncope recorrente inexplicada.

Intervenções

  • Obter sinais vitais ortostáticos (decúbito, sentado, em pé) aos 1 e 3 minutos conforme protocolo institucional e prescrição médica.
  • Obter ECG de 12 derivações na admissão e a cada pródromo recorrente conforme prescrição médica; conectar o paciente à monitorização contínua por telemetria conforme protocolo institucional.
  • Coordenar uma revisão abrangente dos medicamentos com a equipe médica e a farmácia em pacientes ≥ 65 anos, incluindo rastreamento pelos critérios de Beers conforme protocolo institucional.
  • Registrar o relato da testemunha do evento: pródromo, posição, duração da perda de consciência, presença de mioclonias, confusão pós-evento e incontinência.
  • Apoiar a estratificação de risco pela equipe médica coletando os dados necessários para a Regra de Síncope de São Francisco (CHESS), Escore Canadense de Risco de Síncope ou escore OESIL conforme protocolo institucional.
  • Avaliar marcha, equilíbrio e força de membros inferiores antes da primeira deambulação após o episódio conforme protocolo institucional.
  • Iniciar o pacote de precauções para quedas conforme protocolo institucional: cama em posição baixa, travas acionadas, campainha ao alcance, calçado antiderrapante, pulseira amarela e sinalização na porta.
  • Auxiliar o paciente a sentar com as pernas pendentes na borda do leito por 1–2 minutos antes de levantar; exigir chamado para a primeira deambulação após o evento conforme protocolo institucional.
  • Para etiologia ortostática documentada, aplicar cinta abdominal e meias de compressão até o joelho (comumente 20–30 mmHg) durante o dia conforme prescrição médica e protocolo institucional.
  • Para etiologia ortostática volêmica ou vasovagal, incentivar a ingestão oral de líquidos quando o médico tiver prescrito hidratação liberada (comumente 2–3 L/dia) e liberar sódio conforme prescrição médica quando não houver contraindicação por ICC/HAS.
  • Administrar midodrina ou fludrocortisona conforme prescrição; evitar midodrina nas 4 horas anteriores ao repouso conforme prescrição médica; reaferir PA em decúbito conforme protocolo institucional.
  • Coordenar teste de inclinação (tilt-table) conforme protocolo institucional e prescrição médica em pacientes selecionados com síncope recorrente inexplicada.
  • Ensinar o reconhecimento do pródromo: tontura, sudorese, náusea, visão turva, sensação de calor; orientar a sentar ou deitar imediatamente.
  • Demonstrar e solicitar ao paciente que reproduza as manobras de contrapressão: cruzamento de pernas com tensão muscular, aperto de mão e agachamento.
  • Orientar sobre restrições para dirigir (dependentes da legislação estadual, comumente 6 meses sem sintomas) e a necessidade de contato com o médico antes de retomar.
  • Ensinar a evitar gatilhos: desidratação, ortostatismo prolongado, calor, refeições copiosas, álcool e manobra de Valsalva (esforço, acessos de tosse).
  • Notificar o médico para nova arritmia na telemetria, dor torácica, síncope recorrente ou qualquer achado eletrocardiográfico anormal.
  • Coordenar consulta com cardiologia e solicitação de monitor de eventos, Holter ou monitor de alça implantável para síncope recorrente inexplicada conforme prescrição médica e protocolo institucional.

Resultado: O paciente não apresenta episódio sincopal nem queda durante a hospitalização; O paciente identifica e verbaliza planos para evitar gatilhos pessoais; O paciente demonstra pelo menos 2 manobras de contrapressão.

Diagnóstico de Enfermagem 2: Alteração do Débito Cardíaco

Alteração do Débito Cardíaco relacionada à Síncope: perda transitória da consciência decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, evidenciada por Síncope testemunhada com ECG anormal (QT longo, bloqueio AV, alterações isquêmicas, WPW); Nova arritmia na telemetria; Síncope ao esforço ou sem pródromo; Cardiopatia estrutural conhecida (estenose aórtica, CMHO); Histórico familiar de morte súbita cardíaca.

Intervenções

  • Monitorar o ritmo cardíaco de forma contínua conforme protocolo institucional e registrar qualquer nova arritmia com os sintomas correspondentes do paciente.
  • Obter ECGs de 12 derivações seriados na admissão, a cada pródromo e conforme prescrição médica.
  • Auscultar bulhas cardíacas em busca de sopros, B3 ou B4; comunicar sopro de ejeção sistólico ou outro achado preocupante à equipe médica.
  • Monitorar troponina seriada conforme prescrição médica.
  • Avaliar perfusão periférica: tempo de enchimento capilar, temperatura cutânea, coloração e qualidade dos pulsos distais em intervalos compatíveis com a gravidade clínica e o protocolo institucional.
  • Monitorar débito urinário conforme protocolo institucional; comunicar diurese < 30 mL/h por 2 horas consecutivas.
  • Manter acesso venoso confiável conforme protocolo institucional; disponibilizar medicamentos cardíacos de emergência e desfibrilador conforme padrões da unidade.
  • Administrar medicamentos cardíacos prescritos (betabloqueador, antiarrítmico) conforme prescrito; reaferir FC e PA antes de cada dose e suspender conforme parâmetros médicos e protocolo institucional.
  • Revisar o registro de administração de medicamentos em busca de agentes prolongadores do intervalo QT (ex.: ondansetrona, azitromicina, fluoroquinolonas, haloperidol) em pacientes com QT longo basal; comunicar preocupações à equipe médica e à farmácia conforme protocolo institucional.
  • Proporcionar períodos de repouso entre as atividades de cuidado e ajudar a limitar gatilhos de esforço (Valsalva, esforço evacuatório) em CMHO ou estenose aórtica conhecidas conforme prescrição médica.
  • Coordenar a instalação de monitores cardíacos (telemetria, Holter, monitor de eventos externo ou monitor de alça implantável) conforme prescrição médica e protocolo institucional.
  • Orientar o paciente e a família sobre os sinais de recorrência: pródromo, palpitações, dor torácica; deitar imediatamente e pedir ajuda.
  • Educar sobre a importância da adesão medicamentosa e de não interromper betabloqueadores ou antiarrítmicos abruptamente sem orientação médica.
  • Para pacientes com CDI, orientar sobre o que fazer se receber um choque, uso de imã, restrições para dirigir e sinais de infecção no bolso do dispositivo conforme orientação da equipe do dispositivo.
  • Acionar conforme protocolo institucional para TV sustentada, bloqueio atrioventricular total, supradesnivelamento novo do segmento ST, PAS persistentemente < 90 ou síncope recorrente na telemetria.
  • Coordenar consultas com cardiologia e eletrofisiologia para ecocardiograma, teste ergométrico e possível avaliação para marcapasso ou CDI conforme prescrição médica e protocolo institucional.

Resultado: O paciente não apresenta novos episódios sincopais durante a internação; Os achados do ECG e da telemetria são monitorados e comunicados conforme protocolo institucional; FC e PA são monitoradas e comunicadas dentro dos parâmetros prescritos.

Diagnóstico de Enfermagem 3: Déficit de Conhecimento

Déficit de Conhecimento relacionado à Síncope: perda transitória da consciência decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, evidenciado por Primeiro episódio sincopal; Paciente ou familiar expressando medo, confusão ou concepções equivocadas; Desconhecimento dos gatilhos vasovagais e das manobras de contrapressão; Falta de compreensão sobre restrições para dirigir; Polifarmácia com baixa percepção sobre a contribuição dos medicamentos.

Intervenções

  • Avaliar o nível de compreensão basal sobre síncope, suas causas e episódios anteriores utilizando a técnica de devolutiva (teach-back) conforme protocolo institucional.
  • Identificar preferências de aprendizagem (visual, escrita, verbal) e eventuais barreiras de letramento ou idioma.
  • Identificar os gatilhos pessoais do paciente pela anamnese: ortostatismo prolongado, calor, desidratação, dor, coleta de sangue, micção.
  • Fornecer plano de alta escrito no idioma de preferência do paciente, listando gatilhos, prevenção, sinais de pródromo e seguimento conforme protocolo institucional.
  • Demonstrar as manobras de contrapressão (cruzamento de pernas com tensão, aperto de mão, agachamento) e solicitar que o paciente as reproduza.
  • Revisar a lista de medicamentos com o paciente, destacando quais agentes a equipe médica e a farmácia estão ajustando e o motivo.
  • Coordenar seguimento com atenção primária e cardiologia antes da alta conforme protocolo institucional; confirmar que o paciente tem os agendamentos registrados.
  • Educar sobre o reconhecimento do pródromo: tontura, sudorese, náusea, visão turva, e a resposta imediata (sentar ou deitar, contrapressão).
  • Orientar sobre hidratação e sódio conforme prescrito (comumente 2–3 L/dia de líquidos e sal liberado quando não houver contraindicação por ICC/HAS) utilizando medidas práticas (copos, garrafas, recipiente graduado).
  • Orientar sobre restrições para dirigir (dependentes da legislação estadual, comumente 6 meses sem sintomas) e quando contatar o médico antes de retomar.
  • Orientar sobre quando acionar o SAMU/192: dor torácica, perda de consciência prolongada, confusão pós-evento, palpitações ou síncope recorrente.
  • Ensinar o paciente a usar identificação de alerta médico com histórico de síncope, alergias e medicamentos principais.
  • Coordenar encaminhamento a programas de prevenção de quedas ou clínica autonômica para casos recorrentes ou complexos conforme protocolo institucional e prescrição médica.
  • Registrar os resultados da técnica de devolutiva (teach-back) e quaisquer lacunas persistentes no prontuário para seguimento ambulatorial conforme protocolo institucional.

Resultado: O paciente verbaliza seu perfil de gatilhos pessoais; O paciente demonstra corretamente pelo menos 2 manobras de contrapressão; O paciente descreve o plano prescrito de hidratação e sódio quando não há contraindicação.

Diagnóstico de Enfermagem 4: Ansiedade

Ansiedade relacionada à Síncope: perda transitória da consciência decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, evidenciada por Verbalização de medo de recorrência ou morte súbita; Constrangimento pelo evento testemunhado; Perda do direito de dirigir e da autonomia; Hipervigilância em relação a sensações corporais (palpitações, tontura); Distúrbio do sono e preocupação excessiva.

Intervenções

  • Avaliar o nível de ansiedade em escala de 0–10 no início de cada turno e quando necessário (SN) conforme protocolo institucional.
  • Identificar os medos relatados pelo paciente: morte, recorrência em público, perda do direito de dirigir, sobrecarga para a família.
  • Observar sinais físicos: taquicardia desproporcional ao estado clínico, agitação, hipervigilância a sintomas.
  • Manter presença calma e tranquilizadora; explicar os achados da investigação em linguagem acessível ao paciente à medida que os resultados retornam.
  • Explicar procedimentos e resultados antes de realizá-los.
  • Agrupar os cuidados para permitir períodos de descanso ininterrupto quando o estado clínico permitir.
  • Minimizar estímulos noturnos desnecessários (luzes acesas, conversas em voz alta, alarmes desnecessários) conforme protocolo institucional.
  • Ensinar respiração diafragmática e técnicas de aterramento que o paciente possa utilizar de forma independente.
  • Educar o paciente e a família sobre o risco realista de recorrência com base na etiologia estabelecida pela equipe médica.
  • Ensinar relaxamento muscular progressivo como auxílio para o início do sono.
  • Coordenar com capelania, serviço social ou saúde mental caso a ansiedade persista ou piore.
  • Notificar o médico para ansiedade grave ou persistente sem resposta a medidas não farmacológicas.

Resultado: O paciente verbaliza redução da ansiedade; O paciente demonstra o uso de pelo menos uma estratégia de enfrentamento; O paciente descreve o risco realista de recorrência com base na investigação da equipe médica.

Diagnóstico de Enfermagem 5: Alteração do Volume de Líquidos

Alteração do Volume de Líquidos relacionada à Síncope: perda transitória da consciência decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa, evidenciada por Queda ortostática de PA > 20/10 mmHg do decúbito dorsal para a postura em pé; Ingesta oral insuficiente (< 1 L/dia basal); Uso de diuréticos de alça ou tiazídicos; Perdas gastrointestinais recentes, febre ou exposição ao calor; Relação BUN:Cr > 20.

Intervenções

  • Monitorar ingesta e débito de forma rigorosa conforme protocolo institucional; calcular o balanço hídrico líquido de 24 horas a cada turno.
  • Reavaliar sinais vitais ortostáticos conforme protocolo institucional e após qualquer bolus de fluido prescrito.
  • Monitorar ureia, creatinina e relação BUN:Cr conforme prescrição médica.
  • Avaliar mucosas, turgor cutâneo e tempo de enchimento capilar a cada turno.
  • Incentivar a ingestão oral de líquidos quando o médico tiver prescrito hidratação liberada (comumente 2–3 L/dia) e oferecer líquidos a cada hora durante a vigília conforme protocolo institucional, quando não houver contraindicação por ICC, DRC terminal ou HAS.
  • Coordenar com a nutricionista para liberar sódio conforme prescrição médica em pacientes adequados (comumente até 6–10 g/dia conforme ACC/AHA 2017).
  • Administrar fluidos intravenosos prescritos no horário programado e monitorar sinais de sobrecarga (estertores, turgência jugular, edema) conforme protocolo institucional.
  • Aplicar cinta abdominal e meias de compressão de 20–30 mmHg até o joelho durante o dia conforme prescrição médica e protocolo institucional.
  • Orientar o paciente a ingerir líquidos em horários programados em vez de aguardar a sensação de sede.
  • Educar sobre situações que podem exigir maior ingestão: calor, atividade física, doença gastrointestinal, álcool.
  • Ensinar o reconhecimento da desidratação: boca seca, urina escura, tontura ao levantar, fadiga.
  • Notificar o médico para queda ortostática sem resposta ao volume prescrito, diurese persistentemente < 30 mL/h ou sinais de sobrecarga hídrica.
  • Coordenar a reconciliação medicamentosa com a equipe médica e a farmácia para identificar diuréticos, anti-hipertensivos, vasodilatadores e outros agentes depletores de volume conforme protocolo institucional.

Resultado: O paciente atinge a meta de ingesta oral prescrita (comumente 2–3 L/dia) quando não há contraindicação por ICC/HAS; Os sinais vitais ortostáticos são monitorados e comunicados dentro dos parâmetros prescritos; O débito urinário é monitorado e comunicado dentro dos parâmetros prescritos.

Fisiopatologia

A síncope é definida como perda transitória da consciência (PTC) decorrente de hipoperfusão cerebral global, com início rápido, curta duração e recuperação espontânea completa. Difere de convulsão, hipoglicemia e hipóxia, embora essas condições possam mimetizar a síncope. A cessação da perfusão cerebral por 6–8 segundos, ou queda da PAS para 50–60 mmHg, pode ser suficiente para causar perda de consciência. As etiologias se distribuem em três categorias. A síncope reflexa (neuralmente mediada) é a mais comum: vasovagal/neurocardiogênica, situacional (tosse, micção, defecação, deglutição) e hipersensibilidade do seio carotídeo. A síncope ortostática pode resultar de perda volêmica, falência autonômica (diabetes, doença de Parkinson, atrofia de múltiplos sistemas) ou medicamentos (anti-hipertensivos, diuréticos, alfabloqueadores, ISRSs, opioides). A síncope cardíaca é a categoria mais perigosa: arrítmica (TV, bloqueio AV, bradicardia, QT longo, WPW), estrutural (estenose aórtica, CMHO, mixoma atrial), isquêmica (IAM com apresentação como síncope) ou por TEP maciço. A pré-síncope (lipotimia) reflete o mesmo mecanismo sem perda completa da consciência. A Regra de Síncope de São Francisco e o Escore Canadense de Risco de Síncope podem apoiar a estratificação de risco pela equipe médica; a diretriz da ESC 2018 enfatiza investigação dirigida em vez de exames de forma indiscriminada. Referências: Diretrizes ACC/AHA/HRS 2017 e ESC 2018 para Síncope.

Referência Rápida

  • Mortalidade cardíaca: Até 30% / 1 ano sem tratamento
  • Contrapressão: Agachamento, cruzamento de pernas, aperto de mão
  • Queda ortostática: > 20 / 10 mmHg ≤ 3 min
  • PA batimento a batimento: Alto risco / recorrente
  • Tilt-table: Limitado — síncope vasovagal recorrente inexplicada

Exames Laboratoriais Comuns

Exame Valor de referência Relevância na Síncope
ECG de 12 derivações Ritmo sinusal normal Comumente solicitado na investigação de síncope para apoiar a avaliação de QT longo, Brugada, WPW, bloqueio AV e isquemia conforme prescrição médica. A enfermagem obtém o traçado conforme protocolo institucional e comunica achados preocupantes.
Troponina < 0,04 ng/mL Auxilia a equipe médica na avaliação de IAM com apresentação como síncope; pode estar elevada no TEP. A enfermagem acompanha os valores seriados conforme prescrição e comunica padrões preocupantes.
BMP Na 135–145 / K 3,5–5,0 / Glicose 70–110 Eletrólitos e glicose apoiam o diagnóstico diferencial ampliado; a hipoglicemia pode mimetizar síncope. A enfermagem comunica valores fora do intervalo de referência à equipe médica.
BNP / NT-proBNP BNP < 100 pg/mL A elevação pode indicar etiologia cardíaca ou contribuição de ICC; a interpretação é de responsabilidade da equipe médica.
Hemograma (CBC) Hgb 12–17 g/dL A anemia pode contribuir para síncope ortostática e redução da oferta de O2 cerebral. A enfermagem comunica valores fora do intervalo de referência.
Teste de gravidez (hCG) Negativo Comumente solicitado conforme protocolo institucional em mulheres em idade fértil antes de exames de imagem ou administração de medicamentos, por prescrição médica.
D-dímero < 500 ng/mL Auxilia na investigação de TEP quando a probabilidade pré-teste da equipe médica é moderada a alta (ex.: escore de Wells).
Triagem toxicológica / EtOH Negativo Intoxicação e uso de substâncias podem mimetizar ou desencadear síncope; solicitar conforme prescrição médica.
PA batimento a batimento / testes autonômicos Estável em ortostase Pode ser considerado na investigação de disfunção autonômica em casos inexplicados ou recorrentes, conforme prescrição médica e protocolo institucional.
Holter / monitor de eventos / monitor de alça implantável (ILR) Sem arritmia A seleção é decisão da equipe médica com base na frequência dos sintomas conforme ESC 2018: Holter (sintomas diários), monitor de eventos externo (sintomas semanais), ILR (mensal ou menos frequente). A correlação sintoma-ritmo é geralmente considerada o padrão-ouro.

Medicamentos Comuns

Classe Exemplos Mecanismo de ação Principais efeitos adversos Considerações de enfermagem
Primeira linha (vasovagal) Orientação, sal + hidratação, contrapressão A expansão volêmica e a bomba muscular esquelética podem ajudar a manter a pré-carga durante o pródromo. Geralmente mínimos; observar sobrecarga de sódio em ICC/HAS conforme prescrição médica. Reforçar conforme prescrito. Ensinar o reconhecimento do pródromo e as manobras de contrapressão. Quando o médico prescrever hidratação liberada (comumente 2–3 L/dia) e sódio, apoiar o plano e monitorar sinais de sobrecarga, conforme protocolo institucional.
Midodrina ProAmatine 2,5–10 mg VO TID Agonista α1 seletivo; a vasoconstrição periférica pode elevar a PA. Hipertensão em decúbito dorsal, piloereção, retenção urinária, parestesia no couro cabeludo. Administrar conforme prescrito por determinação médica e protocolo institucional. Comumente não deve ser administrada nas 4 horas anteriores ao repouso; a enfermagem verifica o horário prescrito, afere a PA em decúbito conforme protocolo institucional e aciona conforme parâmetros de suspensão determinados pelo médico (ex.: PAS > 160).
Fludrocortisona Florinef 0,1–0,2 mg VO ao dia Mineralocorticoide; retenção renal de Na+/água apoia a expansão volêmica. ↓ K+, ↑ PA, edema, ganho de peso, exacerbação de ICC. Administrar conforme prescrito por determinação médica. A enfermagem monitora K+ conforme cronograma prescrito, registra o peso diário e comunica sinais de sobrecarga hídrica conforme protocolo institucional. Usar com cautela em ICC/HAS a critério da equipe médica.
Betabloqueador Propranolol 10–20 mg VO BID (POTS) Pode atenuar a taquicardia mediada por β no POTS; evidência na síncope vasovagal pura é controversa. Bradicardia, hipotensão, fadiga, broncoespasmo. Administrar conforme prescrito. A enfermagem afere FC e PA antes de cada dose e suspende conforme parâmetros médicos (comumente FC < 50 ou PAS < 90), conforme protocolo institucional. Orientar o paciente a não interromper a medicação abruptamente sem orientação médica.
ISRS Paroxetina, Sertralina Modula o tônus serotoninérgico central; pode contribuir para reduzir episódios neurocardiogênicos recorrentes em pacientes selecionados. Náusea, disfunção sexual, hiponatremia (SIADH), risco de sangramento. Administrar conforme prescrito por determinação médica. A evidência é limitada; a seleção e a reavaliação são decisões da equipe médica. A enfermagem monitora Na+ conforme cronograma prescrito e comunica achados preocupantes.
Marcapasso Dupla câmara, resposta à queda de frequência Estimula durante pausas cardioinibidoras para dar suporte a pacientes com síncope dependente de pausa. Infecção do bolso, deslocamento de eletrodo, pneumotórax (no implante). Coordenar o encaminhamento à cardiologia e eletrofisiologia conforme protocolo institucional quando a equipe médica identificar candidatura ao marcapasso. Pós-operatório: a enfermagem segue o protocolo institucional para inspeção do sítio cirúrgico, restrições de movimentação do membro ipsilateral (comumente 4–6 semanas) e orientação sobre o cartão de identificação do dispositivo.
CDI Cardioversor-desfibrilador implantável de um ou dois eletrodos Detecta e interrompe TV/FV; pode dar suporte a pacientes com risco de morte súbita cardíaca. Choques inapropriados, infecção, falha de eletrodo, impacto psicológico. Coordenar o encaminhamento à eletrofisiologia conforme protocolo institucional quando a equipe médica identificar candidatura ao CDI. Orientar o paciente sobre o que fazer se receber um choque, restrições para dirigir conforme legislação estadual e uso do kit de imã conforme orientação da equipe do dispositivo.
Revisão de medicamentos Anti-hipertensivos, diuréticos, alfabloqueadores, antiarrítmicos, vasodilatadores, opioides (idosos) A remoção ou ajuste de um agente farmacológico contribuinte pode ser um dos fatores mais modificáveis na síncope ortostática e induzida por medicamentos, especialmente em adultos mais velhos. Hipertensão de rebote se retirada abrupta; perda do efeito terapêutico pretendido; arritmia se antiarrítmico for alterado. Coordenar uma revisão completa dos medicamentos (incluindo rastreamento pelos critérios de Beers em adultos ≥ 65 anos) com a equipe médica e a farmácia conforme protocolo institucional. Alterações na anticoagulação são de alto risco e permanecem sob responsabilidade da equipe médica. A enfermagem não inicia, interrompe ou ajusta de forma independente anti-hipertensivos, antiarrítmicos, vasodilatadores ou anticoagulantes.

Referências

  • Makic, M. B. F., & Martinez-Kratz, M. R. (Eds.). (2023). Ackley and Ladwig’s Nursing Diagnosis Handbook: An Evidence-Based Guide to Planning Care (13th ed.). Elsevier.
  • Shen, W. K., Sheldon, R. S., Benditt, D. G., et al. (2017). 2017 ACC/AHA/HRS Guideline for the Evaluation and Management of Patients With Syncope. Journal of the American College of Cardiology, 70(5), e39–e110.
  • Brignole, M., Moya, A., de Lange, F. J., et al. (2018). 2018 ESC Guidelines for the diagnosis and management of syncope. European Heart Journal, 39(21), 1883–1948.

Perguntas frequentes

What is the nursing care plan for Syncope?

A Syncope nursing care plan organizes the assessment, nursing diagnoses, goals, interventions, and evaluation criteria for a patient with Syncope. Diagnoses are ordered by what is currently most destabilizing for the patient.

What are the priority nursing diagnoses for Syncope?

Priority diagnoses for Syncope appear in the Nursing Diagnoses section above, ordered by clinical acuity. The top diagnosis should reflect what is currently most destabilizing for this specific patient.

What is the priority nursing intervention for Syncope?

Priority interventions for Syncope are listed in the care plan above, organized by diagnosis. The most critical actions address airway, circulation, and the highest-acuity problem first.

What complications should the nurse monitor for in Syncope?

Complications to monitor for in Syncope are listed within each diagnosis section above. Trend vitals, mental status, and the condition-specific red flags described in the assessment section.

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